O principal desses cenários é Santa Teresa, no México, onde ocorrem assassinatos em série (melhor seria dizer, em massa, pois é inspirado em Ciudad Juarez, no mesmo México). Lá se passam a segunda, terceira e, principalmente, a quarta partes do livro, até voltarmos `a Europa na quinta, quando finalmente somos apresentados `a história do escritor desde sua infância e conseguimos juntar os pedaços dos cinco livros. É maravilhoso, embora a quarta parte (a dos crimes) seja massacrante, com seu estilo jornalístico e intermináveis relatos dos massacres de mulheres. Mas isso me pareceu totalmente intencional, porque traz o efeito acachapante da violência massificada, sem apelações ou glamurizações midiáticas, sem disfarces.
Agora quero ler, do mesmo Bolaño, Os Detetives Selvagens, que é outro tijolinho. Mas este ficará mais pra frente porque agora estou relendo a obra-prima do Coetzee (Desonra, que eu havia lido pela primeira vez no original, Disgrace, emprestado de biblioteca, há alguns anos atrás) e Precisamos Falar sobre o Kevin, da Lionel Shriver. Ainda nas primeiras páginas deste último, mas achando muito envolvente sua narrativa. Tentei ler outro dela, uns meses atrás, O Mundo Pós-Aniversário, mas confesso que acabei abandonando, porque achei muito chata sua protagonista, seus dilemas, o texto, tudo; e me pareceu de certa forma plágio da idéia original do Philip Roth em The Counterlife (O Avesso da Vida). Pode ser besteira minha, principalmente a implicância por causa da semelhança com a idéia do Roth, já que toda literatura conversa entre si desde sempre e é pra ser assim mesmo, mas na época andava muito atarefada e sem paciência, então larguei pra lá, já que também não sentia qualquer empatia pelos dilemas da personagem. Retornarei a ele futuramente, caso goste deste Kevin.

1 comentários:
Quase infartei!!! Obrigadinha pela resposta e pelo titulo do post.
Adoro um holofote!
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