domingo, 4 de setembro de 2011

Mnemônico

Com a risonha Eve. Salvador, Janeiro, 2011.
Desde este post aqui, no qual comentei sobre meu primeiro encontro presencial (offline) com Eve, fiquei de retornar e postar mais fotos sobre os encontros e passeios das férias. Isso foi em janeiro. Desde então, passei por São Paulo, Campinas, Paulínia, Rio, Curitiba, Recife, Caicó, voltei a Salvador, e nada de postar sobre essas férias. Um balde de água fria caiu sobre o blog e, embora desconfie de algumas razões, elas não serão o tema deste post. Ele brotou da arrumação da minha pasta de fotos aqui no computador. Vez ou outra ordeno o mundo exterior para tentar ordenar a cabeça, atribulada. Então, decidi arrumar as fotos e, revendo essas de janeiro e fevereiro (Salvador, São Paulo, Rio), deu vontade de retomar a idéia. Por quê não? O tempo da memória não é o tempo do relógio ou do calendário. É o dos nossos afetos.


Retomando de onde parei (aqui no blog). Lembra dela? É a Eve, do Rindo de Mim Comigo. E na época, nas férias ainda, fiz um post empolgadíssima com nosso encontro recente em Salvador, por onde comecei minhas férias no final de janeiro. Lá ainda encontrei Antonio Marcos, membro da comunidade online sobre antropologia que criei e modero há alguns anos (sete, pra ser exata) e amigo virtual, também pela primeira vez ao vivo. No encontro com ele, ainda conheci Lu, sua mulher. 
Com Antonio, no Palácio das Artes. Salvador, Janeiro, 2011.
Como toda turista que se preza - embora não seja nenhuma Liana e tampouco boa fotógrafa - saí apontando a câmera para alguns lugares especialmente bonitos, ou que assim me pareceram naquele momento. Mesmo assim, não tirei muitas fotos. Confesso que curto mais fotografar gente, especialmente comigo! Não sou tão fã assim de fotografar edifícios ou belezas naturais nem faço isso bem. Devo ser a unica criatura que quando foi pela primeira vez aos Estados Unidos (California) e à Europa não tirou uma única foto. Tenho uma ou outra, nas quais eu apareço, porque alguém que visitei tirou e depois enviou para mim. 


Pensava que andar com câmera pendurada no pescoço distrai. Ficamos tão preocupados em fixar o momento para a posteridade - quando será um passado - que podemos acabar esquecendo de curtir o presente pelo que ele é/está: o presente. A fixação por agarrar o momento e fixá-lo como se fosse um souvenir pra trazer na mala da volta: sempre temi essa obsessão por cristalizações, permanências. E me incomodam aquelas pessoas nos locais turísticos enchendo o saco pra ter sua vez de posar na frente desta placa ou daquele monumento, espocando flashes dentro de igrejas, museus. Ainda acho o fim. 


Jô e Paulinho. Pelourinho, Salvador, Janeiro, 2011.
Apesar disso, tenho tentado chegar a uma solução negociada com minha antipatia pela fotografia 'turística', digamos assim. Agora levo câmera. Ainda mais que estou estudando fotografia em um curso que estou fazendo agora, neste semestre (assunto para outro post). Na verdade, estou cada vez mais interessada em fotografia desde o ano passado, mas minha competência no assunto nem por isso aumentou. Minhas fotos são toscas. Porém, passei a ter interesse em me aperfeiçoar. Mesmo sem muita noção, pelo menos pratico um pouquinho tirando fotos. E faço um registro dos encontros com as pessoas de quem gosto, que, como disse, é do que mais gosto quando se trata de fotografar. 


Batendo pernas com Marcinha na Liberdade. Sampa,
Janeiro 2011.
Ainda em Salvador, conheci pessoalmente também Joceny Pinheiro, com quem mantinha contato no Facebook há alguns meses e com quem tenho alguns amigos (e muitos colegas) em comum. Afinal, Jô é antropóloga como eu e fez seu doutorado em Manchester com outra colega, que esteve aqui na UFRN durante um tempo como bolsista de pós-doutoramento (Prodoc). Assim, já havia ouvido falar dela quando a encontrei no Facebook e a adicionei e, desde então, ficamos primeiro amigas de face e, desde o encontro, amigas à moda antiga mesmo (é engraçado isso, né? Ficamos amigos sem conhecer pessoalmente e aí precisamos criar categorias para expressar isso... Mas, se pensar direitinho, isso não tem nada de novo. Amizade por correspondência já existe há muito tempo, os meios é que eram outros).

Com Eve fui almoçar, conversar muito, andar pelo shopping; com Antonio e Lu fui ao bar anexo ao museu (Palácio das Artes/Museu Rodin) no qual estão expostas as obras de Rodin, e foi, aliás, na companhia deles que as visitei. Só ver O Pensador de perto já valeria a passagem por Salvador. Nem sabia que essas peças estariam por lá. Estão emprestadas temporariamente e ainda irão ficar por alguns anos. Portanto, vão lá ver. Sempre é mais fácil que ir à Europa! Com Jô, também fui a esse mesmo bar, passeei pela praia da Barra, pelo Farol e pelo Pelô. Os dias foram poucos e curtos, mas muito bem aproveitados. Teve até aquele show com Caetano e muitos outros artistas bacanas depois de uma passeata pelas ladeiras da cidade pra homenagear Santo Amaro, sobre os quais contei aqui. Enfim, foi rápido, mas intenso.


Dullo e Sam na night paulista. Janeiro, 2011.
Com Francy no Parque Trianon. Sampa, Fevereiro 2011.
De lá, parti para São Paulo. Havia combinado um papo com a colega Paula Morgado. De fato, nos encontramos, almoçamos, papeamos, mas não tiramos foto (sniff). Felizmente, consegui tirar algumas com a velha amiga Márcia Feitosa e os também queridos Dullo, Samantha e (até então só virtual) Bernardo, outros amigos orkutianos e facebookianos (mas, o casal Dullo/Sam eu já conhecia pessoalmente e até já esteve aqui em Natal). 
Por São Paulo, foram horas na livraria Cultura, principalmente nas estantes sobre Cinema, de onde saí alguns muitos reais mais pobre, muitas sessões de cinema pra matar a saudade do tempo que eu dispunha de um bem mais vasto cardápio de opções do que tenho tido aqui em Natal (que continua uma droga neste quesito, como em quase tudo que diz respeito a Cultura), exposições nos centros culturais, andanças pelo comércio popular da Liberdade, com direito a almoço em um japonês delícia na companhia de Márcia e sua irmã e - na segunda ida, depois da semana no Rio - um encontrinho rápido mas bem bom com Francirosy, outra colega antropóloga e companheira da vida online (a única que twitta cedo como eu!). Do encontro, saiu até uma foto, que pedimos pra uma dona próxima tirar pra nós! Antes havíamos tomado café na Padaria Paulista, que é um daqueles lugares que só de lembrar dão fome de tanta guloseima boa que há lá...


Hilaine, Laura, eu e Soraia. Fevereiro, 2011.
De lá, fui pro Rio, onde - além das inevitáveis horas na Livraria Travessa e novos rombos no bolso - rolou um encontrão, o das "antropólogas de vênus", título inventado pela comadre Pat Pavesi. Na verdade, um almoço em Icaraí, Niterói, pra fazermos uma despedida à altura pra nossa amiga Laura Graziela, que estaria logo partindo pra Paris, pra passar este ano de 2011 inteiro lá fazendo seu pós-doc. Assim, juntamos a despedida da Laura e minha chegada ao Rio pra passar a semana e fizemos uma celebração só ali na terrinha.


Além das venusianas da Antropologia do Consumo e do Ciberespaço, também encontrei - como sempre faço quando estou no Rio - as amigas do tempo do IFCS, Beth e Guacira, que, ao contrário dos demais, não são nada chegadas a manter relações online. Já é milagre responderem email! Fui visitá-las, marcamos depois almoço as três. E claro que saquei minha cibershot básica e tirei umas fotinhas das fofas. Parece que só faço comer, beber, tagarelar e fotografar nessas férias, né não? Pois é quase só isso mesmo. Fora os cinemas e as livrarias. E também mato a saudade de andar longas distâncias a pé, o que em Natal quase nunca faço. A verdade é que quando volto pra casa estou tão cansada que precisaria de outras férias pra descansar dessas!


Pra fechar, uma clássica festinha de família: aniversário da minha sobrinha Letícia, cinco anos, ocasião pra rever amigos, ex-vizinhos e parentes que não revia há anos. Minha sobrinha tem saúde frágil e esteve longo tempo internada no hospital onde nasceu, em estado grave. Somente após mais de um ano e algumas cirurgias pôde deixar o hospital pela primeira vez. Cada aniversário é, assim, uma vitória, celebrada comme il faut.

8 comentários:

Joceny Pinheiro disse...

Voooolta pra gente ir no café Solar do MAM! E no Jazz, no teatro, no bar da esquina. Gostei das fotos, da memória dos lugares e das pessoas. Queria saber escrever assim!
Bjs.,

Gisley Scott disse...

Tânia,

vc precisa viajar mais vezes :) - em todas as fotos vc está super leve,pra cima, sorrindo! Vejo uma beleza, uma paz e harmonia em todas as fotos que vc aparece! Está linda!Não sei explicar ao certo, mas é como se nas fotos vc estivesse muito bem interiormente e isso se mostrou no seu exterior.Não sei pq estou compartilhando isso, mas acho que deveria te dizer :)

O coração alegre aformoseia o rosto[ Bíblia Sagrada, Provérbios 15:13]

Bjos

Beth Blue disse...

Que ano mais agitado o seu, hein? Minhas férias no Brasil também foram assim...muitos encontros com amigos de longa data. Tem coisa melhor do que encontrar gente que gosta da gente?

Pena que a gente não tenha conseguido se encontrar desta vez (agora fiquei até com ciúme da Eve, rsrsrsr).

beijos transatlânticos...

Eve disse...

Olha eu aqui marcando presença de novo!
E vc esqueceu que a gente viu Waguinho juntas? E eu vi o 2 pela primeira vez contigo, ora. rs

Beth, ciúmes de mim!? hahaha Bora marcar um encontro. ;)

Bjs!

tania disse...

Volto sim, Joceny! Como não? Adoro estar aí com você, adoro Salvador! Com certeza, voltarei logo. Pra passear desta vez. Beijos

tania disse...

Gi, adorei o provérbio! É bem verdadeiro isso: beleza vem de dentro pra fora. Não dá pra ficar bonita de cara amarrada, azeda. E devo estar bem mesmo porque adoro viajar e reencontrar as pessoas de quem gosto. Além de me sentir livre enquanto viajo, de um modo diferente da liberdade que se pode ter dentro da rotina. De fato, foram férias muito boas essas que ficaram registradas aí!
Beijo, e obrigada pelas palavras! ;-)

tania disse...

"Tem coisa melhor do que encontrar gente que gosta da gente?"

Beth, tem não!

E vi que suas férias no Brasil foram show também, né? Que bom. Já fui olhar e comentar as fotos no teu blog. Liam tá lindo! Que bom que deu tudo certo. Logo logo dou outro pulo aí por Amsterdam. Ano que vem tudo será diferente...

tania disse...

É mesmo, Eve! Como fui esquecer disso, my God! Será um processo psicológico de ciúme? Lembro de ter visto o Tropa 2 na terra do Wagner (pelo valor simbólico!), mas não lembrava que o assisti com você e Joceny! E que nenhuma das duas o havia assistido ainda. Eu que levei vocês, ó só!

Esses dias em Salvador foram muito legais.

Beijos