Essa menina já gosta de rir!!! É a Eve, do Rindo de Mim Comigo, mais uma amiga "virtual" que desvirtualizei (não lembro onde li essa expressão e tanto gostei que adotei). Sobre nosso encontro, conversas e risadas, conto mais depois, em outra postagem. Por ora, só o registro visual das nossas formosuras logo após um almoço regado a muita conversa. E vocês, que não encontraram a Eve, morram de inveja!
Eve mora na Alemanha e colabora na minha pesquisa sobre blogs de brasileiras "expatriadas". Quer dizer, me deu permissão para observar e refletir sobre o conteúdo do seu blog e as interações sociais que lá ocorrem, para finalidade de pesquisa. Ainda estou em fase exploratória nesse trabalho, levantando tópicos recorrentes nesses blogs, os assuntos mais discutidos, formas de interação social, motivações para iniciar e manter o blog, esse tipo de mapeamento. Traçando meio que um perfil de alguns blogs de expatriadas.
Não quero abarcar todos nem poderia; quero somente os que me cheguem 'naturalmente' por meio da própria rede que tenho frequentado como leitora e, dentre eles, somente aqueles cujas autoras consentirem explicitamente com sua observação para essa finalidade. Bom lembrar que antes de me interessar pelos blogs como objeto de estudo já os frequentava como leitora e blogueira. É óbvio!
Quero ainda investigar e pensar sobre como, por meio dos blogs, elas podem chegar a formar redes, encontrar apoios e aprendizado no e sobre o novo país, e mesmo, em maior escala, com brasileiras em situação similar em outros países. Por outro lado, pelo que tenho observado, esses blogs também podem se constituir em mais uma forma de manutenção dos laços com os parentes e amigos que ficaram na terra natal (visibilizando seu cotidiano, compartilhando suas experiências lá, no país estrangeiro, sua nova vida).
A pesquisa inicial, então, é isso: entender porquê/para quê alguém inicia e mantém um blog quando está nessa situação, sobre o quê e para quem quer falar, quem o lê, quem ele lê, e os efeitos sociais da publicação do blog na vida do blogueiro (os apoios e amizades novas, por exemplo, como falei lá em cima).
Viram? Mal comecei e já tem muita coisa aí. Por isso que antropólogo que se preze está sempre, de certa forma, trabalhando. É impossível para mim participar de um evento como esse (Santo Amaro), sobre o qual postei aí embaixo, sem rascunhar umas notas mentais e, se possível, escritas também, tirar umas fotinhas. Porque a gente vê que, mesmo nas coisas aparentemente banais e cotidianas, há muito que merece observação cuidadosa e reflexão, pois o comportamento humano é de uma riqueza inesgotável e tudo o que fazemos tem sentido para nós. O que um antropólogo quer é descobrir que sentido é esse que as pessoas estão dando ao que elas fazem. Sempre do ponto de vista delas. E colocar os diversos pontos de vista (afinal, as pessoas são diferentes segundo sua formação, cultura, país...) para conversarem uns com os outros (identificando aproximações, oposições, recorrências, temas centrais...), que é resultado do procedimento analítico do observador, mas também é o que as próprias pessoas, autores e leitores de blogs (ou de qualquer outra coisa) fazem, em qualquer contexto de interação social complexa.
Vocês não acham que todo mundo que faz blog para contar sobre sua experiência como expatriado em outro país vai ter o mesmo ponto de vista sobre essa condição! As pessoas, inclusive, mudam ao longo da sua própria trajetória, de acordo com suas vivências, é claro. Tendem a ficar mais críticas e a irem construindo um ponto de vista próprio em um diálogo implícito ou explícito com o de outros conhecidos e amigos que se encontram na mesma situação, no mesmo país ou em outro país. É sempre nesse tipo de diálogo que vamos construindo nossa identidade, única, nossa posição relativa dentro de certo campo de experiências e discussões.
Eu quis explicar um pouco mais sobre a pesquisa porque mencionei sobre Eve ter consentido em que eu observe seu blog nessa fase inicial. E não quero que entendam mal o que isso significa. Afinal, nem todo mundo tem obrigação de saber o que antropólogo faz!
Quero ainda investigar e pensar sobre como, por meio dos blogs, elas podem chegar a formar redes, encontrar apoios e aprendizado no e sobre o novo país, e mesmo, em maior escala, com brasileiras em situação similar em outros países. Por outro lado, pelo que tenho observado, esses blogs também podem se constituir em mais uma forma de manutenção dos laços com os parentes e amigos que ficaram na terra natal (visibilizando seu cotidiano, compartilhando suas experiências lá, no país estrangeiro, sua nova vida).
A pesquisa inicial, então, é isso: entender porquê/para quê alguém inicia e mantém um blog quando está nessa situação, sobre o quê e para quem quer falar, quem o lê, quem ele lê, e os efeitos sociais da publicação do blog na vida do blogueiro (os apoios e amizades novas, por exemplo, como falei lá em cima).
Viram? Mal comecei e já tem muita coisa aí. Por isso que antropólogo que se preze está sempre, de certa forma, trabalhando. É impossível para mim participar de um evento como esse (Santo Amaro), sobre o qual postei aí embaixo, sem rascunhar umas notas mentais e, se possível, escritas também, tirar umas fotinhas. Porque a gente vê que, mesmo nas coisas aparentemente banais e cotidianas, há muito que merece observação cuidadosa e reflexão, pois o comportamento humano é de uma riqueza inesgotável e tudo o que fazemos tem sentido para nós. O que um antropólogo quer é descobrir que sentido é esse que as pessoas estão dando ao que elas fazem. Sempre do ponto de vista delas. E colocar os diversos pontos de vista (afinal, as pessoas são diferentes segundo sua formação, cultura, país...) para conversarem uns com os outros (identificando aproximações, oposições, recorrências, temas centrais...), que é resultado do procedimento analítico do observador, mas também é o que as próprias pessoas, autores e leitores de blogs (ou de qualquer outra coisa) fazem, em qualquer contexto de interação social complexa.
Vocês não acham que todo mundo que faz blog para contar sobre sua experiência como expatriado em outro país vai ter o mesmo ponto de vista sobre essa condição! As pessoas, inclusive, mudam ao longo da sua própria trajetória, de acordo com suas vivências, é claro. Tendem a ficar mais críticas e a irem construindo um ponto de vista próprio em um diálogo implícito ou explícito com o de outros conhecidos e amigos que se encontram na mesma situação, no mesmo país ou em outro país. É sempre nesse tipo de diálogo que vamos construindo nossa identidade, única, nossa posição relativa dentro de certo campo de experiências e discussões.
Eu quis explicar um pouco mais sobre a pesquisa porque mencionei sobre Eve ter consentido em que eu observe seu blog nessa fase inicial. E não quero que entendam mal o que isso significa. Afinal, nem todo mundo tem obrigação de saber o que antropólogo faz!
Mas, por ora, embora com meu radar de etnógrafa sempre ligado, estou de férias!!! E , voltando ao encontro com Eve, tive o prazer de conhecer uma pessoa linda que, sem nem me conhcer há muito tempo dos blogs, concordou em me encontrar, conversar sem qualquer desconfiança, e deixar correr o barco. Confiança mais em si do que em mim, tenho certeza. É isso que caracteriza uma pessoa genuinamente generosa. Gente insegura não se abre assim. Obrigada, Eve.
Notem que iniciei o ano tendo muito o que agradecer. E isso é sempre um bom sinal.
16 comentários:
Que delícia de encontro Tânia!!!
Já visitei o blog da Eve e adorei!
Você tem toda razão: começar o ano assim é um bom sinal!
Beijos!
Que bom quando a gente consegue desvirtualizar amizades, né?!!
Eu também quero conhecer a Eve um dia desses (somos praticamente vizinhas, rsrsrs). Mas no momento minha vida anda (bem) complicada e tenho algumas coisas pra resolver antes...Um daqueles períodos de mudanças profundas, quem acompanha meu blog sabe do que estou falando!
De qualquer forma, adorei ver a carinha das duas nas fotos. Bateu saudade do nosso papo, Tânia...
Vocês não acham que todo mundo que faz blog para contar sobre sua experiência como expatriado em outro país vai ter o mesmo ponto de vista sobre essa condição! As pessoas, inclusive, mudam ao longo da sua própria trajetória, de acordo com suas vivências, é claro.
Ando pensando muito sobre isso porque vivo uma situação que não encontrei muitas brasileiras aqui vivendo. Quero dizer em termos de trajetória e escolha pessoal mesmo. Muitas vieram aqui já casadas ou com contrato de trabalho (situação legalizada). Outros tantos vieram pra encarar a ilegalidade (faxinas mil) e porque não tinham mesmo nada a perder!
Infelizmente não me encaixo em nenhuma dessas categorias. Outra hora explico (acho que você talvez me entenda).
Que pesquisadora de prestígio... E que vontade de participar desta festa em Santo Amaro. Aproveite bem. Beijo. Luiz.
adorei ver a fotinho da Eve junto com vc nesse post!! Comecei a ler o blog da Eve faz pouco tempo, seguindo o seu e o da Beth... e tô gostando!! beijos;)) pras duas:))
A Eve é show! Já conversei com ela no skype, super friendly person, viu? - vc fez vídeo? ai agora que quem tá curiosa sou eu!!!
ps: qual é o target da sua pesquisa? ( brasileiras em geral que estão mundo à fora ou mais específico na Europa)?
Grande abraço!
Ai, gente, amei!
Confinaça, hein? Isso pq vc nao me emprestou seu cartão de crédito. hahahahahhaha
Adorei ter te conhecido.
Beijos!
Oi, a Eve já é minha conhecida, vim aqui hoje para te conhecer também.
Beijos
Cheguei aqui pelo blog da Eve, e ja adorei o trabalho que voce esta fazendo.
Achei o maximo!
Bjim do Oriente Medio
Noooossa, cheguei aqui através do blog da Eve, super curiosa até porque ela não coloca foto dela, então a surpresa foi ótima, adoro saber com quem eu falo!
Eu, sempre que tenho a chance, desvirtualizo as amizades bloguísticas e as trago para a vida real, fiz amigos ótimos assim...
Achei sua pesquisa mega interessante, se precisar de algo, estamos aí, se a Irlanda é claro estiver inclusa no seu mapa! hahaha
abraços
Bah que legal!!! Muito tri essa tua pesquisa adorei!
Néia, Inaie e Karine: sejam bem vindas! Desculpem aê pela demora na resposta aqui. Estava viajando de férias e agora é que estou vendo os comentários nos posts antigos, da época das férias.
Inaie, vou lá conhecer teu blog agorinha. Oriente Médio, imagine só!
Karine, claro que Irlanda está no meu mapa, e como está! Chego já no teu também.
Obrigada a todas pelo interesse no meu trabalho e pelo carinho aqui no blog. Eve é uma fofa mesmo, só podia trazer mais gente boa com ela. E energia boa para a pesquisa.
Beijos
Gisley, brasileiras mundo afora! Não necessariamente Europa, de modo algum. Foi mais a casualidade, o arranjo da rede contactada na maior parte a partir da rede de amigos de uns dois blogs iniciais, que me levaram aos demais. Um deles o da Beth, que vocês todas conhecem. Começou na amizade, só depois virou pesquisa. Assim é melhor. Mas, agora que a coisa vai já a caminho, pode ser o oposto também: aproximar por causa da pesquisa e virar amizade depois. A ordem dos fatores não altera o produto. Fundamental é a confiança e colaboração.
Logo vou lá me atualizar no teu blog também. Adoro teus vídeos. Beijão, querida.
Vivia, Beth, Luiz, Valéria, Rê... amigos e leitores aqui do blog. Presentes até durante meu relativo sumiço. Frequência retribuída já já. Estou de volta, enfim! Depois da primeira semana de aulas bem puxada, neste feriadão vou visitar todo mundo.
Beth, você é um verdadeiro compêndio nessa matéria, a vida das expatriadas na Europa. Conversar contigo vale mais que muitas leituras acumuladas. Eu sei disso, porque em grande parte foram alguns posts do teu blog que inspiraram o primeiro impulso para esta pesquisa que desenvolvo agora. E sempre aprendo muito por lá e com teus comentários, mesmo em outros blogs.
Vamos seguir nesta conversa este ano.
Beijos pra todos.
Eve, a própria! Fazendo sucesso em dois continentes, hein nega? Todo mundo adorou tua fotinha e tenho mais umas, que compartilharei contigo depois. Deixa só eu me organizar aqui, tá bem? beijão
Beth, você é um verdadeiro compêndio nessa matéria, a vida das expatriadas na Europa. Conversar contigo vale mais que muitas leituras acumuladas.
Ai que emoção! Como foi que eu não li isso antes?!! Eu sou mesmo lerda pra essas coisas, hehehe.
E vamos continuar conversando, nem que seja virtualmente...tempos modernos, né?
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