E se você me levasse a outro lugar, um lugar estranho pra mim, e nos escondêssemos lá?
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
domingo, 26 de dezembro de 2010
Tropa de Elite 2 é foda, parceiro.
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| Site oficial do filme e do primeiro Tropa de Elite. Hoje, 27/12, foi noticiado que a bilheteria de TE 2 bateu a de Avatar, de James Cameron, e tornou-se a maior bilheteria de cinema no Brasil. |
Este filme teve um tremendo impacto sobre mim, que fui assisti-lo pela primeira vez sem esperar nada, meio a contragosto até. Estava, há anos, saturada da temática - com que cheguei a trabalhar profissionalmente, ainda que por um período curto, porém intenso - e vinha evitando ler ou assistir qualquer coisa sobre "violência no Rio", "violência em favelas". Cheguei a assistir ao documentário sobre o 174, mas não havia assistido Tropa de Elite (o primeiro). Cidade de Deus (do Fernando Meirelles) assisti sem muita atenção, no dvd. Por puro escapismo, impaciência, cansaço, sei lá. Mesmo assim, muito depois que havia passado no cinema.
Só nós, cariocas ou moradores do Rio de Janeiro durante muitos anos, sabemos o que é o massacre de conviver com esse tema - com a multiplicidade de discursos em torno dele - no nosso cotidiano. Some-se a isso o fato de que, enquanto pesquisava em favelas, tive que ler um bocado da, então obrigatória, literatura produzida a respeito na minha área. Durou pouco, felizmente. Não era minha praia. E a experiência de trabalho de campo diário, durante um período no qual as favelas da zona sul do Rio nas quais trabalhei se encontravam em 'guerra' com outras favelas, me causou um intenso desgaste emocional. Simplesmente não tinha mais saco pra esse assunto.
Porém, assim sem mais, ele voltou à minha vida através do cinema. E me pegou de jeito. Em parte, porque a forma narrativa de TE2 é muito sedutora, cheia de ritmo e pontuada por delicioso, e inusitado, humor carioca, que tempera o conteúdo pesado (corrupção, milícia, violência, frustração); em parte, ainda, por causa do tema das milícias e do regime de terror silencioso que elas instalaram não somente nas antigas áreas controladas por traficantes, mas também nos subúrbios do Rio de Janeiro, uma realidade que, como carioca que passou a maior parte de sua vida na cidade e tem parentes morando lá, me incomoda e preocupa bastante.
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| Fraga, Irandhir Santos, o "intelectualzinho de esquerda". |
Claro que nós somos crescidinhos demais para acreditar que exista uma polícia isenta de corrupção, uma "tropa de elite" que esteja acima do quadro geral de deterioração institucional mostrado pelo filme (e, desculpa aê, pela própria realidade pra quem não é cego). Esta pode ser a ideologia nativa - do Bope e, portanto, do agora coronel Nascimento, que, sendo quem é, só poderia pensar assim mesmo (mas, mesmo ele, desperta para a realidade bem mais complexa que o cerca, quando o filme se aproxima do seu final). Diga-se de passagem, vejo como uma verdadeira preciosidade que o filme seja narrado do ponto de vista de agentes da polícia, que surge como instituição complexa e multifacetada, e como sujeito de discurso, ao invés de ser apenas objeto de discurso alheio. Está lá o político de esquerda (o Fraga, interpretado por Irandhir Santos), principal antagonista, no terreno ideológico, do coronel Nascimento, para apresentar aquele discurso crítico tão conhecido nosso contra o fascismo das ações policiais do Bope, mas também lá estão, para engrossar essa sopa, os conflitos internos à própria polícia, seus discursos ideológicos próprios, racionalizadores, seu credo institucional, suas boas e más intenções, e ações, explícitas.
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| Com o filho: Você acha que eu acreditei que aquela maconha era sua? |
É pura alegria ver um filme nacional que apresenta qualidade técnica, sequências de ação policial de tirar o fôlego e drama social bem amarrado em torno de temas dotados de alto grau de universalidade: o drama 'público' da violência/corrupção nas esferas institucionais da polícia e da política, mas também o drama 'privado' que se passa no plano familiar/afetivo, como na relação pai-filho encarnada por Nascimento-Rafael e Nascimento-André Matias. Coronel Roberto Nascimento é, antes de mais nada, uma figura paterna em Tropa de Elite 2, ao contrário do que ocorria no primeiro, no qual o centro do drama do jovem e impetuoso capitão Roberto Nascimento é justamente seu confessado medo de morrer durante as atividades a que seu trabalho lhe obriga, enquanto vive sua gradual transformação em pai de uma criança que está prestes a vir ao mundo - a este mundo, que, visto por sua ótica, estaria em guerra. Seu casamento naufraga justamente porque ele falha em conciliar as exigências das duas instituições, igualmente absorventes: a polícia e o casamento. Nascimento perde a esposa, é afastado do filho recém-nascido e termina só no apartamento modesto e então sombrio, no final do primeiro filme. Não é outra a situação na qual o encontramos, 12 anos depois, no segundo filme, inclusive no mesmo apartamento ("faca na caveira e nada na carteira", já dizia o bordão gritado no primeiro Tropa) e na mesma solidão em que o deixamos no primeiro, exceto que, numa espécie de compensação pelas perdas pessoais, ele definitivamente tornou-se figura de autoridade máxima no Bope e 'pai' de André Matias, o filho cuja desobediência deflagra toda a estória do Tropa 2. Teria muito mais o que dizer sobre Nascimento, porém deixarei para outro post.
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| André Mattos, o Fortunato |
Elenco afinadíssimo, com exceção de Tainá Muller, que teria que fazer muita Malhação antes de ser escalada para um time como esse, para chegar a ganhar muque pra encarar Irandhir, Maria Ribeiro, Milhem Cortaz, Sandro Rocha, dentre outros. Sem falar que ela é muito jovem para aquele papel - a "jornalista mais polêmica da cidade"?! No Rio? Me poupem, ela tem cara e jeito de estagiária! Como diria o capitão Nascimento durante o treinamento dos aspirantes ao Bope: "nunca serão!" Ou melhor, nunca seria a jornalista mais polêmica da cidade. Mas, por que reclamar quando há tantos desempenhos memoráveis? Falarei sobre três dos que mais me impressionaram - embora, quero frisar, seja um dos elencos mais maravilhosos que já vi em um filme, todos mais ou menos no mesmo nível, embora a própria obra não lhes dê a mesma oportunidade de atuação. Esta é provavelmente uma das razões pelas quais o filme é tão bom: ele não fica o tempo todo em cima da figura do protagonista e a gente chega a ter a impressão de que há vários protagonistas, nas várias linhas de ação paralelas.
Irretocável no desempenho de um dos vilões mais cruéis já vistos no cinema (ou na ficção), o policial corrupto/miliciano Rocha do "Hoje é numa boa, hoje é numa boa", "Fechamento nosso também. Tamo junto!", Sandro Rocha está dando um show, com aquele molejo na voz e no corpo, aquela expressão que vai variando do deboche para a incredulidade e daí para a ira. O mesmo pode ser dito de Seu Jorge, cuja participação é brevíssima e para lá de especial - "E aí Curió, vai cantar o quê pra nós?"; "Nós mata a porra toda aqui também"; "Vocês engordaram o porco, agora nós vai assar!" - na sequência inicial que mostra a briga entre facções dentro do presídio Bangu I. Aliás, uma sequência maravilhosa, do melhor cinema. E, claro, Wagner Moura, que só é revelação para mim, que, boba, não havia visto Tropa de Elite nem Cidade Baixa e, confesso, não havia dado muita atenção a Caminho das Nuvens, sequer lembro se cheguei a assistir em dvd, embora tenha visto algumas cenas do filme, talvez algum trailler (sou fã da Claudia Abreu e isso teria bastado para ir assisti-lo no cinema, mas, por alguma razão que não recordo, acabei não assistindo). Também nunca assisti JK, Sexo Frágil ou Paraíso Tropical na tv, devido a ter praticamente abandonado a prática de assistir Rede Globo (nada ideológico, povo, só falta de interesse pelas ofertas na grade de programação da emissora). Tá, admito, vermelha de vergonha, que não sabia nada até há pouco sobre a pegada do Olavo (de Paraíso Tropical, um vilão safadíssimo e delicioso desses que só existem nas novelas de Gilberto Braga). É no que dá ficar com a cara enfiada nessas séries estadunidenses. Estava perdendo todo esse borogodó baiano! Mas, eu me redimi, ouviram? Assisti tudo que encontrei dele no Youtube, inclusive as entrevistas, que, aliás, com meu grande coração, compartilhei com vocês aqui no blog.
Rocha, Hoje é numa boa, hoje é numa boa |
Agora, para falar do Wagner nesses dois filmes já teria que escrever um terceiro post derivado deste, porque ele, o ator, merece um post à parte, só pra ele. E, como já disse lá em cima, os Nascimentos, capitão e coronel, também. Porque são figuras muito ricas pra caberem em poucos parágrafos e este post já ficou quilométrico. Já deve haver leitor pedindo pra sair. Porém, como disse o coronel, eu volto, eu volto... E escreverei todos esses posts que prometi. Ainda tenho muito o que dizer sobre o filme. Aliás, ia esquecendo de contar: por causa dele, fiz as pazes com o assunto (violência urbana/no Rio) e voltei a ler o que o povo - digo, antropólogos, sociólogos, ongs - anda escrevendo sobre ele. Uma última virada trazida por 2010 aos 44 do segundo tempo e que só verá (ou não?) seus desdobramentos em 2011. Como sou passional até o último fio de cabelo, enquanto estiver sob esse encantamento, lerei, escreverei e falarei sobre o assunto como uma metralhadora. Senta o dedo nesse teclado aê...
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Ser mãe é padecer no paraíso
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| Pilhei daqui. |
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sábado, 25 de dezembro de 2010
Everybody's gotta learn sometime
Joel: Hi.
Clementine: Hi. Didn't figure you'd show your face around me again. I guess I thought you were... humiliated. You did run away, after all.
Joel: I just needed to see you.
Clementine: Yeah?
Joel: I'd like to, um... take you out, or something.
Clementine: You're married.
Joel: Not yet, not married. No, I'm not married.
Clementine: Look man, I'm telling you right off the bat, I'm high-maintainance, so... I'm not gonna tip-toe around your marriage, or whatever it is you've got goin' there. If you wanna be with me, you're with me.
Joel: Okay.
Clementine: Too many guys think I'm a concept, or I complete them, or I'm gonna make them alive. But I'm just a fucked-up girl who's lookin' for my own peace of mind; don't assign me yours.
Joel: I remember that speech really well.
Clementine: I had you pegged, didn't I?
Joel: You had the whole human race pegged.
Clementine: Hmm. Probably.
Joel: I still thought you were gonna save my life... even after that.
Clementine: Ohhh... I know.
Joel: It would be different, if we could just give it another go-round.
Clementine: Remember me. Try your best; maybe we can.
Este é um dos filmes da minha vida. Favorito entre favoritos. Aliás, este é um tema que me é caro e persigo em filmes, livros, pesquisas: a memória. A maneira como contamos nossas estórias. O que de propósito esquecemos, omitimos, realçamos... A memória, as estórias, a história. Tudo o que é preciso esquecer para podermos lembrar daquilo que lembramos, tudo que precisa ser, intencionalmente ou não, apagado no processo de construção e cultivo de uma memória e de uma "identidade"...
Joel: I can't see anything that I don't like about you.Clementine: But you will! But you will. You know, you will think of things. And I'll get bored with you and feel trapped because that's what happens with me.
Joel: Okay.
Clementine: [pauses] Okay?
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Natal em Natal
Andei saindo à noite com freqüência nestas últimas semanas e pude constatar como está bonita a decoração natalina deste ano aqui em Natal. Veja aí algumas fotos. A árvore é, dizem, a maior do Brasil. Será? Não me importo com isso. Mas, que está bonita, está.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Espírito natalino
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Lula: Último discurso em rede nacional como Presidente
"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Dentro de poucos dias, deixo a presidência da república. Foram oito anos de luta, desafios e muitas conquistas. Mas, acima de tudo, de amor e de esperança no Brasil e no povo brasileiro. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática. Um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo.
É profundamente simbólico que a faixa presidencial passe das mãos do primeiro operário presidente para as mãos da primeira mulher presidenta. Será um marco no belo caminho que nosso povo vem construindo para fazer do Brasil, se Deus quiser, um dos países mais igualitários do mundo. País que já realizou parte do sonho dos seus filhos. Mas que pode e fará muito mais para que este sonho tenha a grandeza que o brasileiro quer e merece.
Minhas amigas e meus amigos,
Hoje, cada brasileiro – e brasileira - acredita mais no seu país e em si mesmo. Trata-se de uma conquista coletiva de todos nós. Se algum mérito tive, foi o de haver semeado sonho e esperança. Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular - do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho, a gente supera qualquer dificuldade. E quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar o seu sonho, nem sua capacidade de superar desafios. E, quando um país como o Brasil, cuja maior força está na alma e na energia popular, passa a acreditar em si mesmo, nada, absolutamente nada, detém sua marcha inexorável para a vitória.
Foi com esta energia no peito que nós, brasileiros e brasileiras, afugentamos a onda de fracasso que pairava sobre o país quando assumimos o governo. Agora, estamos provando ao mundo - e a nós mesmos - que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso.
Se governei bem, foi porque antes de me sentir presidente, me senti sempre um brasileiro comum que tinha que superar as suas dores, vencer os preconceitos e não fracassar. Se governei bem, foi porque antes de me sentir um chefe de Estado, me senti sempre um chefe de família, que sabia das dificuldades dos seus irmãos para colocar comida na mesa, para dar escola para seus filhos, para chegar em casa, todas as noites, a salvo dos perigos e da violência.
Se governamos bem, foi, principalmente, porque conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que os dirigentes políticos deste grande país governassem apenas para um terço da população e se esquecessem da maioria do seu povo, que parecia condenada à miséria e ao abandono eternos.
Mostramos que é possível e necessário governar para todos - e quando isso se realiza o grande ganhador é o país.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente e provou que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Construímos, juntos, um projeto de nação baseado no desenvolvimento com inclusão social, na democracia com liberdade plena e na inserção soberana do Brasil no mundo. Fortalecemos a economia sem enfraquecer o social; ampliamos a participação popular sem ferir as instituições; diminuímos a desigualdade sem gerar conflito de classes; e imprimimos uma nova dinâmica política, econômica e social ao país, sem comprometer uma sequer das liberdades democráticas.
Ao receber ajuda e apoio, o nosso povo deu uma resposta dinâmica e produtiva, trabalhando com entusiasmo e consumindo com responsabilidade, ajudando a formar uma das economias mais sólidas e um dos mercados internos mais vigorosos do mundo. Em suma: governo e sociedade trabalharam sempre juntos, com união, equilíbrio, participação e espírito democrático.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil demonstra hoje sua pujança em obras e projetos que estão entre os maiores do mundo e vão mudar o curso da nossa história. Me refiro às obras das hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte; às refinarias de Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará; às estradas que vão abrir rotas inéditas e estratégicas, como as ligações com o Pacífico e o Caribe; e às ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste, além do projeto, em licitação, do trem de alta velocidade, que vai ligar São Paulo ao Rio.
Também estamos fazendo os maiores investimentos mundiais no setor de petróleo, principalmente a partir da descoberta do pré-sal, que é o nosso passaporte para o futuro. Ele vai gerar milhões de empregos e uma riqueza que será, obrigatoriamente, aplicada no combate à pobreza, na saúde, na educação, na cultura, na ciência e tecnologia e na defesa do meio ambiente.
Estamos, ainda, realizando um dos maiores projetos de combate à seca do mundo: a transposição das águas do São Francisco, que irá matar a sede e diminuir a pobreza de milhões e milhões de nordestinos.
Ao mesmo tempo em que realiza grandes obras, o Brasil, acima de tudo, cuida das pessoas - em especial das pessoas mais pobres. Temos, hoje, os maiores e mais modernos programas de transferência de renda, segurança alimentar e assistência social do mundo. Entre eles, o Bolsa Família, que beneficia quase 13 milhões de famílias pobres e é aplaudido e imitado mundo afora.
Nosso modelo de governo também permitiu que o salário mínimo tivesse ganho real de 67% e a oferta de crédito alcançasse 48% do PIB em 2010, um recorde histórico. O investimento em agricultura familiar cresceu oito vezes e assentamos 600 mil famílias - metade de todos os assentamentos realizados no Brasil até hoje.
Com o Luz para Todos levamos energia elétrica a 2 milhões e 600 mil pequenas propriedades. E, através do Minha Casa Minha Vida, estamos construindo 1 milhão de moradias, e as famílias que recebem até 3 salários mínimos serão as mais beneficiadas.
Na área da saúde, tivemos vários avanços como o Samu, o Brasil Sorridente e as unidades de pronto atendimento, as UPAs, que estão sendo construídas Brasil afora.
Triplicamos o investimento em educação, elevando a qualidade do ensino em todos os níveis. Inauguramos 214 escolas técnicas federais, mais do que foi feito em 100 anos. E implantamos 14 novas universidades e 126 novas extensões universitárias em todas as regiões do país. O Prouni beneficiou 750 mil jovens de baixa renda, com bolsas universitárias.
Meus amigos e minhas amigas,
Há muitos outros motivos que reforçam nossa confiança no futuro do Brasil. Temos quase 300 bilhões de dólares de reservas internacionais próprias - dez vezes mais do que tínhamos no início do nosso governo. Nossa taxa média anual de crescimento dobrou. Agora, em 2010, por exemplo, vamos ter um crescimento recorde de quase oito por cento - um dos maiores do mundo.
E outras quatro grandes conquistas provam, com força simbólica e concreta, que nosso país mudou de patamar e também mudou de atitude. Geramos 15 milhões de empregos, um recorde histórico, e hoje começamos a viver um ciclo de pleno emprego. Promovemos a maior ascensão social de todos os tempos, retirando 28 milhões de pessoas da linha da pobreza e fazendo com que 36 milhões entrassem na classe média.
Zeramos nossa dívida com o Fundo Monetário Internacional e agora é o Brasil que empresta dinheiro ao FMI. E, ao mesmo tempo, reduzimos como nunca o desmatamento na Amazônia.
A minha maior felicidade é saber que vamos ampliar todas estas conquistas. Minha fé se alicerça em três fundamentos: as riquezas do Brasil, a força do seu povo e a competência da presidenta Dilma. Ela conhece, como ninguém, o que foi feito e como fazer mais e melhor. Tenho certeza de que Dilma será uma presidenta à altura deste novo Brasil, que respeita seu povo e é respeitado pelo mundo.
Este país que, depois de produzir seguidos espetáculos de crescimento e inclusão, vai sediar os dois maiores eventos do planeta: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Este país que reduziu a desigualdade entre as pessoas e entre as regiões e vai seguir reduzindo-a muito mais. Este país que descobriu que não há maior conquista do que recuperar a auto-estima do seu povo.
Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Quero encerrar com um pedido enfático e um agradecimento profundo.
Peço a todos que apóiem a nova presidenta, assim como me apoiaram em todos os momentos. Isso também significa cobrar, na hora certa, como vocês souberam me cobrar. A cobrança foi um estímulo para que a gente quisesse fazer sempre mais.
E o amor de vocês foi a minha grande energia e meu principal alimento. Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições. E por terem me fortalecido nas horas difíceis e ampliado minha alegria nas horas alegres.
Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta.
Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil! E acreditem nele. Porque temos motivos de sobra para isso.
Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado. Onde houver uma mãe e um pai com desesperança quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto. Onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível.
Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos meus dias. Mais que nunca, sou um homem de uma só causa e esta causa se chama Brasil!
Um feliz natal e próspero ano novo a todos vocês. E muito obrigado por tudo."
Tão Monk
Os dois estão tentando não se afogar, em alto mar. Gritam: Socorro! Socorro! Socorro! Monk completamente descontrolado.
Natalie: Sr. Monk, não vai adiantar nada nós dois entrarmos em pânico!
Monk: Tem razão. Vamos revezar. Primeiro eu! Socorro! Socorro!
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Menos...
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terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Geraldo Azevedo: Canta Coração
Meu alegre coração é triste como um camelo,
é frágil que nem brinquedo,
é forte como um leão.
É todo zelo, é todo amor, é desmantelo.
É querubim, é cão de fogo,
é Jesus Cristo, é Lampião.
é frágil que nem brinquedo,
é forte como um leão.
É todo zelo, é todo amor, é desmantelo.
É querubim, é cão de fogo,
é Jesus Cristo, é Lampião.
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"Cantadas" de estranhos na rua: Disse tudo, Lola.
Leia aí embaixo o último parágrafo de um post que merece ser lido - lá no Escreva Lola Escreva - e que resume muito bem o que eu penso sobre esse assunto. Já cansei de reagir verbalmente e já quase apanhei por isso, mais de uma vez, mas nunca deixo passar batido. Porque, de fato, raramente tem alguma graça.
"Cantadas" está assim, com aspas, porque de fato não se trata de cantadas. Cantadas são outra coisa. Trata-se, em geral, de grosserias mesmo. E é, sim, SEMPRE PERCEBIDO POR NÓS COMO AGRESSÃO TER NOSSO CORPO TORNADO, SUBITAMENTE, OBJETO DE AVALIAÇÃO POR PARTE DE UM ESTRANHO, SEJA QUAL FOR O VEREDITO FINAL QUE ELE DÊ.
Assim que: GOSTOSA É A &%$(@§#!!!!!!!!!
O princípio da cantada na rua não é o elogio. Não é a proposta, o convite. Pelo contrário, é o insulto. É a dominação. É lembrar quem manda aqui. Só quem está numa posição de poder pode avaliar. Quem é subordinado é avaliado. O “abuso de autoridade”, portanto, não foi da policial de Santa Maria, mas de todos os homens que se acham no sagrado direito de avaliar o corpo de uma mulher. Só porque ele é homem, ela é mulher, e uma sociedade patriarcal totalmente ultrapassada decidiu que ele pode.
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sábado, 11 de dezembro de 2010
Estou tão sem tempo, mas tão sem tempo, mas tão...
que passei aqui só pra dizer um alô e avisar que não morri!
Segunda-feira estarei em Brasília para participar de uma reunião de trabalho na Capes e darei uma esticada até 16, quando terei o dia livre pra passear um pouco. Ainda não sei por onde, nem tive tempo pra pesquisar nada. Mas, nos intervalos, se der, postarei as novidades.
Logo volto!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
"Minha vida de acordo com Caetano Veloso"
Esta brincadeira estou copiando lá do Facebook. Respondi lá. O mecanismo que dá continuidade ao jogo implica indicar 25 pessoas (no FB é fácil) da sua lista de amigos pra responder também. Colo aqui, quem gostar faz no seu blog. Só pra curtir.
Usando títulos de músicas de apenas um artista ou grupo, responda a essas perguntas. Você não pode usar a banda que eu usei. Tente não repetir um título da canção. É muito mais difícil do que você imagina! Republique como "minha vida de acordo com (nome da banda ou artista)".
Eu respondi com títulos das músicas de Caetano. Claro!
Você é um homem ou mulher?
A filha da Chiquita Bacana
Descreva-se:
Branquinha
Como você se sente?
Bem devagar
Descreva o local onde você vive atualmente:
Terra
Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria?
Sampa
Sua forma de transporte preferido:
Trem das Cores
Seu melhor amigo?
Menino do Rio
Você e seus amigos. Como são?
Alegria, Alegria
Qual é o clima?
Chuvas de Verão
Hora do dia favorita:
É de manhã
Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado?
Elegia
O que é a vida para você?
Panis et circenses
Seu relacionamento:
Nosso Estranho Amor
Seu medo:
Não identificado
Qual é o melhor conselho que você tem a dar?
Não enche
Pensamento do Dia:
Tudo se transformou
Meu lema:
Diamante Verdadeiro
*
Falando em baiano gostoso, como Caetano tá lindo nessa foto, hein? Sempre o mesmo sorrisão divino maravilhoso. Meu único ídolo até hoje, amo desde criancinha. Sua irreverência, malemolência, inteligência... Vem de longe essa minha quedinha por baianos...
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domingo, 5 de dezembro de 2010
"Dinheiro não aceita desaforo"
Estava eu lendo uma matéria sobre o Macbook Air, da Apple, lá no Garota Sem Fio quando, no meio do texto, deparo com essa pérola. Não sei se é um ditado popular, nunca havia escutado essa frase. Mas eu estava precisando ouvir isso hoje, viu? Bem lembrado, Bia. Obrigada.
Ah, sim, a matéria sobre o Air no GSF é uma resenha breve da nova versão de 11'. Andei namorando o Macbook Air desde que li sobre ele na Info Exame há um tempão atrás, quando foi lançado lá fora. É leve, fininho, mas não estou certa se valeria a pena, caso queira mesmo migrar para o Mac. Adoro meu Sony Vayo, super rápido, mas ando meio cheia dos crashes do Windows 7, aquela maldita tela azul que prometeram consertar, mas continua aparecendo, apesar de todas as atualizações quase diárias...
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Chico e Edu Lobo: Valsa Brasileira
Valsa Brasileira
Composição: Edu Lobo / Chico Buarque
Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer
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