quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

off off off...

Ilustração: Renato Moriconi
 
off off off off off off off off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off off off off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off off off off off off off offoff off off off off offoff off off off off offoff off off off off off off off off

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Leveza

Então: já sabem que ritualizo tudo. Hoje comecei um dos meus rituais privados favoritos: o faxinão de final de ano. Poderia justificar dizendo que é somente a necessária limpeza daqueles resíduos que o dia a dia vai deixando e que, enquanto estamos ocupados com a correria do trabalho, nunca dá tempo de limpar completamente. A gente vai empurrando para os cantos, empilhando sobre as mesas e prateleiras e deixando pra depois. Mas é bem mais que isso. Após despejar alguns sacos de lixo fora do apartamento - só papel, até agora, no Day 1 - a sensação que me vai tomando é de puro alívio. Como se a alma fosse ficando mais leve, até. 
Ah, sim, sei que é uma mania comum. Mas duvido que tantos a levem tão radicalmente a sério quanto eu. Ou que tenha sobre eles um efeito tão bom quanto tem sobre mim. Enquanto tantos amigos e colegas já correram para visitar seus parentes ou viajar pra bem longe, estou aqui revisando cada canto da casa, reorganizando, reordenando, após separar o que irá para o lixo, para o conserto, o que precisa ser substituído, enfim... viajando para dentro, posto que é sempre a partir do meu próprio lugar no mundo que arrumo (ou desarrumo) tudo o mais. E meu lugar será sempre minha casa, esteja em que endereço estiver. O resto é pura contingência.

Ilustração: Maira Kalman.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Chico Buarque: Futuros Amantes


Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Domingo sem cara de domingo

Lendo monografias de fim de curso e corrigindo trabalhos finais. Este semestre não acaba?
E ainda faltam quatro bancas de monografia, daqui até quarta!!!

sábado, 12 de dezembro de 2009

Sábado com cara de sábado

no melhor estilo vitrolão no último volume, coleção de sucessos de Lulu Santos. Nem sou fã, mas bateu uma nostalgia com esse cdzinho... Catei no Youtube um deles pra trazer vocês pra mais perto dos meus embalos de sábado à tarde.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Revendo Casablanca


Play it again!

sex...ta-feira!

Como se dizia no meu tempo de facul... mais celebration no final do dia, mais banca de TCC no meio, mais reunião chata de manhã - com o perdão da redundância.

Que bom que chegou sexta-feira!

Entre uma coisa e outra, dou uma paradinha na portaria pra perguntar pelos livros que comprei na web, que devem estar atravessando o oceano a nado, se não ficaram boiando por lá. Não faz nem tanto tempo que comprei, foi semana passada. Mas sempre que compro algum livro na internet, mesmo em livraria brasileira, fico doida que cheguem logo. Desta vez comprei três títulos na Amazon, que ando querendo - e precisando - ler, e agora todo dia chego em casa no final da tarde achando que vão estar lá, na portaria, me esperando. Comprei também dois na Saraiva online e recebi o aviso de que foram postados hoje - digo, ontem, quinta. Assim, dobrou a ansiedade.

É a famosa biblioteca das férias. Aquelas coisas que sempre reúno para ler em janeiro, seja em casa, seja viajando. Estou com uma programação tão extensa de leituras que janeiro terá que ter tipo... uns 90 dias, para dar pra eu fazer tudo que planejo. Posso dar férias às minhas pernas, mas não à minha cabeça... Há projetos que só posso colocar em prática quando estou liberada dos horários da universidade. E essa hora é janeiro.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Terça-feira gorda



Não, não é carnaval. Mas hoje é dia de celebração. Estarei na banca de monografia (TCC) de um aluno querido, que já está aprovado para o mestrado para começar ano que vem, e espero confraternizar com o pessoal do grupo com quem estive discutindo meus recentes temas de pesquisa. Como estou 'virada', quer dizer, não preguei o olho noite passada, só mesmo o entusiasmo para manter meus olhos abertos durante a tarde de hoje. E estarão bem abertos. Mas irei para a cama logo mais cedo, cedo... Logo, a confraternização será quase doméstica, uma happy hour com quem aparecer.
Aliás, a happy hour após o expediente de trabalho é a tradição carioca de que sinto mais falta. No Rio, é sagrado, pricipalmente se for sexta-feira. Aqui, o povo precisa de motivo pra beber. E incentivo. Gente estranha...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A propósito de situações recentes

Das coisas que odeio nesta vida, deixa eu te contar duas:
  • gente folgada, isto é, espaçosa, abusada - que age como se todos estivéssemos a seu serviço e tudo girasse em torno de seu umbigo; geralmente são preguiçosos também.
  • E que subestimem minha inteligência e discernimento e se mostrem patronizing comigo. I hate it.
 Para os primeiros dou as costas e deixo falando sozinhos tranqüilamente. Mas os segundos... não dá. Só consigo voar na jugular e meter os dentes. Babacas.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Nyumba-Kaya


O importante não é a casa onde moramos.
Mas onde, em nós, a casa mora.

(Avô Mariano, em Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra, de Mia Couto)

Deus tentando ajustar sua criação...



Clique na imagem para vê-la em tamanho maior. Quer mais? Veja aqui.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Carnatal? que Carn...

Abrindo agora, às onze da noite, horário local (sem horário de verão), as primeiras páginas de Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra. Isso sim é prazer. 


E a única pergunta a fazer é: Como pode haver algum livro publicado do Mia Couto que ainda não li?!

Einmal ist keinmal


Se a história tcheca pudesse se repetir, seria certamente interessante experimentar a cada vez a outra alternativa e em seguida comparar os dois resultados. Como essa experiência não pode ser feita, todos os raciocínios são apenas um jogo de hipóteses.
Einmal ist keinmal. Uma vez não conta. Uma vez é nunca. A história da Boêmia não vai se repetir uma segunda vez, nem a história da Europa. A história da Boêmia e a história da Europa são dois esboços que a inexperiência fatal da humanidade traçou. A história é tão leve quanto a vida do indivíduo, insustentavelmente leve, leve como uma pluma, como uma poeira que voa, como uma coisa que vai desaparecer amanhã.

(Milan Kundera, A Insustentável Leveza do Ser. A foto é de uma cena do filme de Philip Kaufman, baseado no livro, com Juliette Binoche e Daniel Day-Lewis)