- A gente nasce só e morre só. O que acontece no meio é pura distração, já que todos ficaríamos malucos se ficássemos pensando o tempo em coisas como 'de onde vim'?, 'para onde vou?'.
- Não adianta se apegar a nada nem ninguém. A gente se apega porque é besta.
- Tudo passa. Tudo muda o tempo todo, principalmente quando a gente não percebe nada mudando. O doce e o amargo, é tudo temporário. Então, por quê tanto drama? Porque a gente é besta, já disse.
- A vida é tudo o que a gente "tem" - mas é claro que a gente não tem a vida, a gente é mais 'tido' por ela. A vida. Logo: a gente não tem nada. Esse verbo podia ser extinto por falta de aplicabilidade. Dinheiro, posses, convicções - tudo bobagem. Madeira, cupim come; vidro, quebra; metal, enferruja; líquido, derrama; etc. etc. Tudo distração. Se pensar bem, quase todo sofrimento vem de algum tipo de apego a algo ou alguém. Porque a gente é besta.
- Resumindo: ser humano é uma bosta. A criatura mais frágil da face da terra. E essa variante ocidental psicologizada, então... aff. Ego, ego, ego. Fraqueza, fraqueza, fraqueza. A força vital lá embaixo. Se nascer de novo, quero ser felina, uma leoparda livre e feroz.
5 COISAS QUE EU NÃO ACREDITAVA ANTES, E HOJE ACREDITO
- Nem tudo depende da nossa força de vontade. Acho isso uma merda, mas fazer o quê?
- A gente tem que escolher muito bem as brigas. Nem todo desgaste compensa. Auto-controle é o único controle que de fato serve para alguma coisa. Para a gente se poupar e guardar a própria força para as coisas boas ou para as brigas realmente relevantes. Queimar cartucho com besteira é coisa de burro. Só porque a gente é besta não precisa ser burro.
- É possível amar alguém que você detesta. Aquela pessoa que tem características que você abomina, que mal consegue conviver.
- Por outro lado, amor não garante boa convivência, compreender não garante boa convivência. O que garante boa convivência? Só a negociação diária. Haja paciência.
- Posso entender algo e continuar não digerindo emocionalmente. Ou seja, intelecto não é tudo. E eu que botava tanta fé nele...
5 COISAS QUE EU ACREDITAVA ANTES, E HOJE NÃO ACREDITO MAIS
- Que se eu conseguisse tornar uma coisa inteligível para mim, por pior que fosse a situação eu já me sentiria melhor. Quer dizer, se alguém me dava um pé na bunda e eu entendia suas razões, esquecia mais rápido. Hoje se alguém me dá um pé ou me sacaneia e vem depois tentar me explicar alguma coisa já recebo à bala!
- Tudo na vida é questão de força de vontade e planejamento. Foi importante pensar assim na minha juventude, mas hoje já conheço os limites da vontade e da razão... Para algumas coisas, não dá nem pra saída.
- Quem é seu amigo é amigo a vida inteira. Que nada! As pessoas estão só de passagem na vida da gente, por um motivo ou por outro, e nós também na vida delas... Podemos até percorrer um bom pedaço do caminho juntos, mas uma hora os caminhos se bifurcam. É inevitável.
- Dormir é perda de tempo. Terei muito tempo pra dormir quando estiver morta. (Juro, sempre disse isso. Não foi à toa que ri tanto quando deparei com esse poster do café aí embaixo).
- Quem é inteligente não faz merda. Ui, faz sim!
5 COISAS QUE EU DEVERIA ACREDITAR, MAS NÃO CONSIGO
- Em Papai Noel - ainda mais nesta época...
- Na Mega-Sena acumulada.
- No dr. Brian Weiss, aquele da terapia das vidas passadas. Comprei o cd que vinha com o livro do cara na época em que só se falava nisso, deitei na penumbra, fechei os olhos, me concentrei, fiquei ouvindo aquela voz chata dele, que deveria me levar à hipnose e... puta que o pariu, não 'viajei' nem até a semana passada, que dirá até uma vida passada. Ódio!!!
- Em Deus. Ou deuses. Ou espíritos. Ou anjos. Ou orixás. Qualquer dessas agências de encantamento que povoam o mundo de tantos. No meu, não existe nada disso. O lado bom é que também não existem as contrapartidas negativas, digamos assim. Nem diabo nem demônios nem mal assombros. Meus encantamentos vêm dos meus sentidos (aromas, cores, texturas...) e dos mundos da ficção.
- Que meu trabalho como professora pode fazer alguma diferença, quando eu sei que a maioria que se senta na minha frente na sala de aula e não se digna nem a tomar notas do que está sendo apresentado só está atrás de um diploma para poder prestar concursos públicos. Para minhas aulas, podem vir até pelados, mas venham acordados, pelamordedeus!
Esta tirei lá do blog da Betinha, minha amiga de Amsterdan (que eu já fui visitar e conheci pessoalmente, tá bom!).


